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Mesmo com a redução de 58,06% em relação aos 62 homicídios registrados em 2017, que foi o ano mais violento da história de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, desde a criação do programa Pacto Pela Vida, do Governo do Estado, o número de crimes violentos letais intencionais continua preocupante no município.

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Do dia 1° de janeiro até as últimas horas, 36 pessoas foram assassinadas no município. Esse número já é maior que os casos registrados nos anos de 2012, 2013, 2014 e 2015, quando 21, 28, 27 e 31 pessoas foram mortas de forma violenta na cidade, respectivamente. 2016 contabilizou 39 crimes.

Entre os casos de maior repercussão, está o assassinato de um empresário em um carro de luxo na Avenida Deputado José Mendonça, no Centro, no dia 10 de maio deste ano. O homem foi morto com um tiro na cabeça a mando do próprio filho, que foi preso minutos depois enquanto tentava fugir da cidade. A motivação teria sido por questão financeira, de acordo com informações da Polícia Civil.

Outro caso chocante foi o homicídio de uma estudante que estava com a filha de apenas 11 meses no colo na porta de casa e foi surpreendida pelo ex-companheiro, que é ex-presidiário, que efetuou disparos de arma de fogo e fugiu. De acordo com a polícia, a vítima tinha uma relação conturbada com o suspeito. A mulher deixou três filhos.

Crimes violentos contra o patrimônio

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De janeiro a outubro deste ano, segundo dados oficiais da SDS, foram 445 registros em Belo Jardim. Nos doze meses de 2017, foram 825. Em 2016, foram registrados 685 casos. Apesar da aparente redução, já que a secretaria só irá divulgar os números de dezembro no ano que vem, os onze meses de 2018 já registraram mais ocorrências que 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015.

Os números mostram que, apesar da redução em relação aos dois anos anteriores, no número de CVLI e CVP, o município vive um crescente nos casos de violência contra a vida e contra o patrimônio. Algo que preocupa e tem tirado o sono das famílias belo-jardinenses.

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