Por Paulo Veras

‘Na construção de uma candidatura presidencial, o nome natural do partido é Rodrigo Maia’, afirmou o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM) / Foto: André Nery/MEC

O ministro da Educaçao, Mendonça Filho, confirmou que o DEM tem o plano de ter um candidato à Presidência da República e que o nome natural do partido é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do Rio de Janeiro. Além de prometer trabalhar pela viabilidade da candidatura de Maia, Mendonça também disse que o projeto tem o apoio do prefeito de Salvador, ACM Neto, que deve assumir a presidência nacional do DEM.

“Na construção de uma candidatura presidencial, o nome natural do partido é Rodrigo Maia. Ele se credenciou como presidente da Casa no segundo mandato, tem tocado a agenda de reformas que estão possibilitando a recuperação econômica do Brasil”, explicou Mendonça. “Hoje o foco do Rodrigo e a principal prioridade dele é a agenda de reformas. Ele tem a pauta da previdência cuja votação está marcada para o dia 19 de fevereiro, depois da retomada dos trabalhos legislativos pós-Carnaval”, afirmou Mendonça.

O ministro negou que a agenda de viagens do presidente da Câmara seja uma movimentação para se viabilizar como postulante ao Planalto. Mas confirmou que foi por iniciativa de Maia que o DEM adiou sua convenção nacional para o final do mês de fevereiro, quando a reforma da Previdência já terá sido votada na Câmara.

“É lógico que eu tenho hoje uma inserção nacional. E no que puder ajudar nessa articulação o fortalecimento do nome de Rodrigo, farei”, assinalou Mendonça, um dos principais aliados de Maia no projeto nacional do DEM.

Disputa o governo?

O ministro também confirmou que uma candidatura presidencial reforça o projeto do partido em Pernambuco e que a sigla tem interesse de ter o maior número possível de candidatos majoritários, mas evitou cravar se voltará a disputar o Palácio do Campo das Princesas ou tentará uma vaga no Senado, lembrando que integra hoje o projeto das oposições no Estado.

“Eu não me imponho como candidato a governador. Não acho que uma colocação minha de ordem pessoal deva se sobrepor a uma discussão mais ampla que passe por uma plataforma que mude o Estado e devolva a voz de coragem e força que Pernambuco sempre teve no cenário regional e nacional”, explicou.

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