Há 5 anos, Cremepe fechou hospital durante gestão João Jatobá

Belo Jardim Notícias

Hélio dos Terrenos tem seguido os passos do ex-prefeito e também abandonou a unidade de saúde

Arquivo/reprodução

Gestões semelhantes, Hélio dos Terrenos (PTB) e João Mendonça Jatobá (sem partido), levaram a saúde de Belo Jardim ao caos. Este mês, completa cinco anos que o Hospital Júlio Alves de Lira foi fechado pelo Cremepe, na gestão do ex-prefeito cassado e condenado.

Hélio dos Terrenos tem seguido os passos de João Mendonça Jatobá e abandou a unidade de saúde. O sucateamento da saúde pública do município afeta diretamente a vida da população, que lamenta a morte de entes queridos e acusa unidade de saúde de negligência médica, a falta de medicamentos, salários atrasados e o abandono das ambulâncias e do Samu.

A situação atual é similar com a gestão João Mendonça Jatobá, que durante seu mandado, em 2015, abandonou a saúde de Belo Jardim e fechou o Hospital Júlio Alves de Lira por mais de um ano e quatro meses.

Relembre o caso

No dia 9 de janeiro de 2015, o Diário Oficial do Estado de Pernambuco comunicou a interdição ética do Hospital Regional Júlio Alves de Lira, mantido pela Prefeitura de Belo Jardim. O Conselho Regional de Medicina do estado (Cremepe) resolveu pela medida, que “consiste na suspensão da atividade profissional médica, de caráter provisório ou definitivo, a ser utilizada excepcionalmente para proteger a boa prática médica e o direito do cidadão”, segundo a resolução nº 1/2015 da instituição.

Ainda segundo o Cremepe, a unidade estaria expondo pacientes a situações preocupantes e que causariam risco de morte, “como déficit nas escalas de plantão e instalações físicas precárias”. A constatação ocorreu em várias fiscalizações – em janeiro, maio, outubro e dezembro de 2014 e a gestão não teria feito correções solicitadas pelo Cremepe nem respeitado o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado junto ao Ministério Público, publicado no Diário Oficial em 17 de maio de 2014.

Após o fechamento da unidade, os atendimentos foram relocados para a Policlínica Professor Ulisses Lima, localizada na Avenida Geminiano Maciel. Devido à demanda de atendimentos, a Policlínica não suportava a quantidade de pacientes e muitos precisavam recorrer a outras cidades ou ao atendimento particular.

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