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Viagens de João Campos e Paulo Câmara começam a ser questionadas. Governo impôs sigilo

Até 2026, ninguém vai saber detalhes sobre os gastos de uma viagem feita por Paulo Câmara no fim de 2021, por exemplo.

Foto: Hélia Scheppa/Governo de Pernambuco

O prefeito João Campos (PSB) tem defendido que colocar mais câmeras espalhadas pela cidade promove mais segurança. O argumento do gestor da capital parte do princípio de que se você não tem o que esconder, não precisa se preocupar com a privacidade, caso esteja em ambiente público.

É controverso, já que o sistema a ser implantado no Recife com relógios “espiões” pela cidade tem recursos que vão muito além da simples imagem, mas a ideia de que não precisa haver sigilo para quem não tem o que temer é válida.

Dito isso, não deveria haver qualquer resistência ao projeto do vereador Alcides Cardoso (PSDB) que, esta semana, propôs transparência para os gastos com as viagens do Executivo Municipal. O parlamentar reclama que o prefeito “passa muito tempo fora da cidade que deveria governar” e que é preciso saber como e quanto o contribuinte recifense gasta com essas viagens.

Aproveitando, seria bom que houvesse essa transparência também com o governo do Estado. A deputada Priscila Krause (Cidadania) questionou, há alguns dias, o motivo de a viagem do governador Paulo Câmara (PSB) à Escócia, em novembro passado, ter recebido um decreto de sigilo de cinco anos. Até 2026, ninguém vai saber sobre os gastos da viagem do socialista. A justificativa é “segurança”.

O que nos faz questionar que “informação tão sensível” pode haver numa participação do governador de Pernambuco em uma conferência do clima em Glasgow.

Diferente do cidadão recifense, que apenas estará em ambiente público sendo acompanhado pelas câmeras de João Campos e que vive apenas do próprio dinheiro, mas não pode decretar sigilo de seus dados, os gestores viajam para compromissos públicos com dinheiro do contribuinte, teoricamente cumprindo missões públicas. Quem não tem o que esconder, não tem motivo para temer, como diria o prefeito João, né?

Por JC Online

 

 

Da redação

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