Da Folha de Pernambuco, com adaptações. 

A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) lançará em 2019 seis novos cursos superiores, sendo quatro destinados ao campus de Belo Jardim, no Agreste, em um formato inovador. Quem cursar as engenharias Química, de Controle e Automação, da Computação e Hídrica, com três anos, poderá obter o diploma de tecnólogo e com dois anos alcançará o diploma debacharelado. “A grade dos cursos é totalmente diferenciada, integral e com metodologias ativas, além da dupla diplomação”, explicou a pró-reitora da instituição Maria do Socorro de Lima Oliveira. Serão 80 vagas anuais para cada engenharia. A UFRPE foi viabilizada para a cidade graças aos esforços do ex-ministro da Educação, Mendonça Filho, que aprovou o projeto durante sua gestão no MEC.

“Nós realizamos um estudo na região para entender quais as principais demandas. Por se tratar de uma área com forte investimento industrial e comercial, a comunidade pedia para que esses cursos fossem criados”, disse Socorro. Os outros dois cursos a serem disponibilizados para UFRPE são osbacharelados em Engenharia Ambiental Agroecologia, Campesinato e Educação Popular. Este último tem como objetivo priorizar agricultores familiares, que estudarão em regime de alternância, exercendo atividades na Universidade e também na comunidade onde vivem.

“Para o curso de Agroecologia serão destinadas 30 vagas, mas ele será o único que não vai entrar no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), por ser modular e ter um recorte social, voltado para filhos de agricultores, pescadores, comunidades como extrativistas, quilombolas, e indígenas”, esclareceu a pró-reitora. No entanto será necessário avaliar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – dentro do período dos últimos cinco anos – e se inscrever no processo seletivo do curso na UFRPE, que ocorrerá anualmente por meio de edital específico.

Os profissionais em Agroecologia, Campesinato e Educação Popular, segundo a Universidade, estarão aptos para atuar em assessorias técnico-pedagógicas; no desenvolvimento de projetos socioambientais; programas de análise e promoção de sustentabilidade, por exemplo.

Já o curso de Engenharia Ambiental, que antes era encontrado em centros universitários particulares, surge para ampliar o número de profissionais com competências voltadas ao atendimento de demandas da sociedade e do desenvolvimento regional. Entre as capacitações disponíveis, estão à atuação no setor de meio ambiente, centro de pesquisas, serviços de saneamento ambiental; o controle de qualidade da água e racionalidade da exploração de reservatórios hídricos; A UFRPE ainda não determinou se os cursos estarão disponíveis apenas no Sisu do próximo ano.

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