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A área de Serviço Social vem crescendo cada vez mais, sobretudo na atuação da saúde. Uma das atividades desenvolvidas pelo profissional é no campo de serviços de testagem e/ou aconselhamento e assistência especializada em HIV/Aids, doença que acomete cerca de 40 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados do UNAIDS.

O professor da Faculdade UNINASSAU Caruaru, Evandro Alves, que é PhD em Serviço Social, explica como os profissionais da área contribuem para o atendimento a pessoas que buscam esse serviço. “Desde as ações de prevenção, aconselhamento individual ou em grupo sobre direitos sexuais e reprodutivos e sobre as formas de contágio e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis até à promoção da garantia das pessoas vivendo com HIV/Aids e seus familiares ao sistema de garantia de direitos. Nos programas e políticas de HIV/Aids do Sistema Único de Saúde (SUS) estamos em todos os níveis de atenção à saúde, desde os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) até nos Serviço de Atenção Especializada (SAEs) em HIV/Aids que oferecem o tratamento com antirretrovirais e as profilaxias pré-exposição e pós-exposição ao vírus’’, explica o professor.

O profissional também ressalta a importância desses profissionais para esse atendimento aos que lutam contra a Aids. “Os profissionais de Serviço Social são fundamentais para responder as necessidades dos usuários e das instituições de saúde, assistência social, ONGs e movimentos sociais de defesa dos direitos da população soropositiva. Isso ocorre porquê a profissão nos permite analisar e intervir sobre os aspectos biomédicos, comportamentais, sociais e culturais que cercam à epidemia de HIV/Aids’’, destaca Evandro Alves.

O professor ainda afirma que, por exemplo, além de oferecer suporte socioassistencial sobre as DSTs e HIV/Aids, o assistente social pode orientar os usuários dos serviços e suas famílias sobre os serviços e direitos sociais. “Realizamos ações institucionais e junto à sociedade civil para incentivar a testagem e a adesão ao tratamento e reduzir o estigma e a preconceitos em torno do HIV’’, exemplifica o docente.

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