Sindicato vai a Câmara de Vereadores e denuncia dificuldades financeiras da Autarquia Educacional de Belo Jardim

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Segundo relatos, há professores sem dar aula por não ter recebido salário e não ter como ir para a faculdade

Reportagem/ BJ1

Representantes do Sindicato dos professores e servidores da Autarquia Educacional de Belo Jardim (AEB) estiverem presentes na reunião da Câmara Municipal de Belo Jardim desta quarta-feira (22/05). Mercês Costa, que é presidente do sindicato e professora da instituição usou o plenário para apelar ao poder público sobre as dificuldades financeiras que a autarquia vem passando.  

Segundo ela os salários referentes ao mês de abril, um terço das férias e ainda o valor devido das orientações de Trabalhos de Conclusão de Curso dos alunos concluintes ainda não foram pagos. Em entrevista a equipe do BJ1 ela falou que a instituição possui projetos importantes para a comunidade e tem uma ótima avaliação, recebendo nota 3 no Índice Geral de Cursos (IGC). 

“A gente não veio até o poder legislativo para reclamar apenas dos salários atrasados, mas também no sentido de pedir para que os representantes tenham um olhar diferente para a instituição, porque já a alguns anos que não sentimos firmeza dos gestores”, completa. 

O historiador e uma das lideranças do sindicato José Estevão também usou a tribuna para denunciar a situação precária das contas da unidade de ensino. “É lamentável para a gente ver um professor sem dar aula porque não tem como ir para a faculdade, lamentável também o servidor trabalhar durante todo o mês e quando chegar o dia não receber”, diz o educador.  

Ainda segundo ele, existe uma dívida de mais de R$160 mil, que é derivada de um convênio de uma turma de enfermagem, que está concluindo o curso e não pagou nenhuma das mensalidades. “Falei com o secretário de saúde e ele disse que não tinha conhecimento dessa dívida, não sabia desse convênio e que não tinha dinheiro para pagar”, completa. O sindicato também denunciou a situação do prédio da autarquia, onde existem ventiladores quebrados e salas de aula e dependência sem estrutura. 

Reportagem/ BJ1

O líder da oposição na Câmara, o vereador Gilvandro Estrela (PV), falou sobre a emenda na Lei Orçamentária Anual, que previa o pagamento de cerca de R$1 milhão e 800 mil para a instituição em 2019 e que até o momento não começou a ser repassada. “A autarquia é um cabide de emprego, é a casa de mãe Joana para conceder bolsas e mais bolsas para vereadores e políticos da região”, fala o vereador que também destaca que o valor arrecado apenas na instituição é insuficiente para cobrir todos os seus gastos, resultando em uma dívida de R$2 milhões 429 mil em 2018. 

Além do sindicato, os professores da unidade estiveram presentes na reunião para solicitar o apoio do poder legislativo.

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