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Mesmo sem água chegando nas torneiras, a cobrança da conta dos meses de novembro e dezembro de 2018 chegou para os moradores do bairro da Cohab III, em Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco. Um dos clientes que reclama da cobrança e já está com as contas em mãos é o José Erinaldo, morador da Rua 9, que terá que pagar R$ 84,78 de acordo com o papel enviado pela Compesa. “Eu acho isso um absurdo, uma falta de respeito, você pagar uma coisa sem você utilizar”, disse.

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Ainda segundo o morador, ele procurou a loja da companhia para questionar a cobrança e funcionários informaram que consta no sistema da empresa que chegou água no bairro durante novembro e dezembro. “A moça [funcionária da Compesa] disse que o gerente falou que soltou água sim para as Cohab II e III em novembro. Eu falei que não, não apenas eu, mais duas pessoas também que estavam lá na hora. A moça falou que é para pagar sim o papel de novembro, e dezembro vai cancelar, porque consta no sistema que a água foi liberada para cá”, contou.

Ele relata diz ainda que mesmo que a empresa tenha liberado água para o bairro, a rua em que mora e diversas outras não receberam água nas torneiras. “Esses papéis que foram entregues nas portas nem consumo do relógio o funcionário tirou, amanheceu o papel nas portas, mas nenhum momento ele tirou o consumo do relógio se chegou água ou não. Muitas pessoas falaram que compraram água em novembro e dezembro, não tinha chegado água nas torneiras”.

A denúncia do morador foi confirmada pela reportagem do BJ1 em conversa com outros moradores da localidade, que alegam não ter recebido água nas torneias durante os dois meses. “O ano passado a gente ficou aqui na Cohab III quase quatro meses sem receber água, a gente veio receber água agora no final de janeiro. Agora em outubro, novembro e dezembro a gente não teve água. Só que eu fui lá na Compesa e a menina [funcionária da Compesa] disse que tinha que pagar, porque lá constava que a gente tinha utilizado água, mas a gente não usou. Todo bairro aqui está de prova que nós ficamos quase quatros meses sem água nas torneias”, afirmou Juliana Silva.

O que diz a Compesa

Em entrevista ao BJ1, o gerente da companhia, Gilvandro Tito, informou que se a conta de água chegou para os moradores do bairro é porque consta no sistema da empresa que houve consumo. Ele diz ainda, que se não houve consumo, a conta será cancelada, mas caso seja constatado que houve consumo, tem que pagar. O gerente orienta que os clientes que se sentirem prejudicados devem procurar a loja da Compesa com as contas em mãos.

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