Foto: Cortesia

Já pensou em morar em uma localidade e não dispor de água nas torneias para os afazeres do dia a dia, como tomar banho, lavar louças e roupas, cozinhar e passar pano? Essa é a realidade que grande parte dos moradores de Lagoa da Chave, na zona rural de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, vem enfrentando há muito tempo.

De acordo com o estudante Givanílson Oliveira, uma minoria da comunidade recebe água nas torneiras e a maior parte dos moradores precisa comprar água. “Já faz 10 anos que não chega água nas torneiras na casa do povo e, como Lagoa da Chave é uma divisa, chega água até a Igreja e assim mesmo não chega todos os dias, apenas uma vez por mês e é uma água fraca que não enche totalmente o reservatório das pessoas”, disse.

Ainda de acordo com relatos do estudante, a parte da comunidade que recebe água nas torneiras é graças a uma obra realizada pela Prefeitura de Sanharó há alguns anos. “O ex-prefeito César fez uma encanação em Lagoa da Chave correspondendo os eleitores dele. Aqui tinha aqueles canos finos que não servia e o prefeito veio e trocou a encanação. Só que água só chega da casa de Zezinho Oliveira por parte da Igreja e até perto da escola, que tem vez que chega e tem vez que não chega. Aqui o pessoal depende de carro-pipa e poço artesiano que foi perfurado e teve a caixa e os canos doados por um empresário”, contou.

A reportagem do BJ1 entrou em contato com o gerente regional da Compesa, Gilvandro Tito, que informou que a empresa verificará primeiro “a questão da viabilidade técnica” e após realizar o levantamento a empresa terá uma resposta sobre a situação de Lagoa da Chave.

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