Laika Vitae presta contas e comemora 6 anos de existência

Belo Jardim

ONG tem ações voluntárias e precisa de abrigo próprio para dar continuidade ao trabalho em prol dos animais abandonados

ONG trabalha de forma voluntária em prol dos animais abandonados de Belo Jardim – Foto: Cortesia

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Atualmente, muito se fala em proteção e na punição para o crime de maus-tratos aos animais que só transmitem carinho e amor. Pensando no bem-estar daqueles que não podem falar e nem se defender, a ONG Laika Vitae trabalha de forma voluntária em prol da segurança dos bichinhos.

Em comemoração aos seus 6 anos de existência, a Laika Vitae realizou na tarde deste domingo, 27, uma festividade no Parque do Bambu, que reuniu em um só espaço voluntários, famílias, animais e muita diversão. Pula pula, piscina de bolinhas, palhaços, lanches e música ao vivo garantiram a alegria dos que estavam presentes e preservaram a consciência sobre a importância dos animais abandonados de Belo Jardim. Ainda foi realizada uma prestação de contas para os doadores da entidade, que funciona exclusivamente da boa vontade dos voluntários e das doações dos defensores da causa.

De acordo com a presidente da ONG, Elisângela Torres os eventos abertos ao público são de suma importância para as pessoas conhecerem o trabalho da entidade e ajudarem. “Estes eventos a gente realiza como forma de mostrar à sociedade o trabalho sério da ONG. Trabalhamos com castração, cirurgias… Temos despesas com ração e medicamentos para os bichinhos e tudo mais… É preciso mostrar que com pouco se faz muito”, disse Elisângela que relatou ainda que a maior dificuldade enfrentada pela ONG é a falta de abrigo próprio que possa acolher todos os animais em um único local.

Para a advogada Hermana Ramos a realidade dos animais ainda é muito difícil. “Particularmente sinto uma mistura de sentimentos, porque tem a questão da solidariedade humana o que é gratificante e por outro lado a profissão de advogada, onde é preciso mostrar as pessoas que todos são passíveis de pena. Tentamos trabalhar com a parte legal, com a ideia de que se você abandonar ou maltratar um animal, responderá à Justiça”, explicou Hermana.

A advogada citou sobre as recentes vitórias para quem defende a causa e, principalmente, para os animais. “No final do ano passado tivemos algumas vitórias como o aumento de pena; cachorros e gatos deixaram de ser caracterizados como coisa… Animal é um ser vivo que sente dor, amor, que sente falta do seu tutor… Animal não é coisa. Ele só veio ao mundo para transmitir amor”, finalizou.

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Com essa evolução de pensamento das pessoas em relação aos direitos do animais, novas formas de proteção e busca por esses direitos foram surgindo. O que se faz importante ressaltar o trabalho desenvolvido pela Laika Vitae:

Em 2019, a ONG Laika Vitae realizou 319 resgates aos animais abandonados, sendo 200 fêmeas e 119 machos, o que comprova que as fêmeas são sempre as mais abandonadas.

“Enfim, resolvemos mostrar nosso trabalho de 2019 em números para que vocês entendam como foi todo o processo de trabalho da ONG nesse último ano. Nós não podemos resgatar todos, mas todos que chegaram até nossa equipe tiveram o tratamento que precisavam e o amor que necessitavam”.

A maior parte desses animais estava saudável, mas algumas doenças foram detectadas como as doenças de pele e a perigosa leishmaniose. Neste último caso, trata-se de uma zoonose e, por isso, humanos também correm risco de contaminação, assim como os cães. Mas vale ressaltar que não são os cães que transmitem a doença.

De todos os regatados, 13 fugiram do local onde estavam sendo cuidados; 33 animais voltaram para as ruas onde são cuidados pela comunidade.

Apenas 74 foram adotados e 109 ainda esperam um lar para chamar de seu. Esses números despertam uma preocupação sobre o que devemos fazer para que mais pessoas escolham a adoção de cães e gatos como uma alternativa em suas vidas.

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