Homem usa uniforme de piloto para voar de graça e é preso

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Ele vestia roupas de piloto e tentava embarcar em voo da AirAisia; como naquele filme do Leonardo DiCaprio

Mahbubani se passava por piloto, mas também já foi ‘coronel do Exército’
Reprodução / Redes sociais

Em um curioso caso em que a vida imitou a arte que imitou a vida, o indiano Rajan Mahbubani foi preso no aeroporto de Nova Delhi tentando embarcar em um avião vestido com um uniforme de piloto da companhia aérea Lufthansa. Sim. Como na história do filme estrelado por Leonardo Di Caprio — “Prenda-me se for capaz”. Que, por sua vez, contou a história de um outro homem que adorava usar disfarces para se dar bem, Frank Abagnale Jr..

Nesta versão indiana do conto do piloto de avião, Mahbubani tentava embarcar em um voo da AirAsia.

Um dos funcionários da empresa desconfiou das credenciais do “colega” e entrou em contato com a Lufthansa, que informou não ter registro do tal “comandante”.

Comandante de mentira

Entregue à polícia, Mahbubani confessou que usava uma licença falsa, comprada em Bangkok, para voar de graça. Segundo o portal de notícias Times of India, ele afirmou ter completado a façanha pelo menos 15 vezes.

Aos jornais locais, a polícia informou que Mahbubani se apresentava como um consultor e instrutor de voo da Lufthansa.

O indiano também costumava usar outros uniformes para fazer vídeos para redes como o YouTube e o TikTok. Entre os disfarces, ele já foi coronel do Exército e comandante de iate.

Prenda-me se for capaz

Apesar das semelhanças com a história de Abagnale, o personagem da vida real representado por DiCaprio no cinema, Mahbubani foi pego muito antes de chegar perto de suas conquistas.

Depois de viajar muito como “piloto” da PanAm, Frank Abagnale Jr. passou dois anos ganhando a vida como médico no interior dos Estados Unidos. Até desenvolver um sistema de cheques falsos e levantar até US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 12 milhões).

Abagnale foi preso na França, na Suécia e, por fim, pego nos EUA. Mas a sua expertise em falsidade ideológica o levou ainda mais adiante: ele se tornou consultor do FBI.

Já o indiano Mahbubani vai se tornar apenas um presidiário comum.

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