Reprodução/TV Asa Branca

O prefeito de Belo jardim parece ter ficado incomodado com a audiência desta terça-feira (26). Ele, réu por falsa comunicação de Crime, participou de quase quatro horas da ouvida de testemunhas, policiais e peritos. Durante boa parte do tempo, Hélio permaneceu com as mãos no queixo e a cabeça abaixada e antes mesmo de depor discutiu com o advogado Daniel Lopes, que estava no fórum apenas para assistir a audiência. O prefeito precisou ser contido pelo juiz.

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Durante seu depoimento, o réu se mostrou nervoso. Hélio afirmou que na época foi tratado de forma indiferente pela delegada Luciana Almeida da Costa Pontes, da 15° DESEC de Belo Jardim, que ficou responsável pelo caso. Ainda em depoimento, respondendo a uma indagação do seu advogado, Hélio disse acreditar em uma suposta ligação entre o perito criminal Gilmario dos Anjos Lima e o ex-prefeito cassado e condenado João Mendonça Jatobá, que em 2016, ano do suposto atentado, era prefeito do município. Segundo Hélio, ele ouviu falar que “ o perito era de Pesqueira, mesma cidade em que é João”.

Já o seu advogado, por duas vezes, chegou a perguntar para os policiais civis da Delegacia de Belo Jardim sobre um suposto relacionamento amoroso da delegada Luciana Almeida da Costa Pontes com um vereador. Durante a pergunta, o advogado chegou a usar o termo “conotação política”, se referindo ao suposto atentado sofrido por Hélio. Ambos os policiais afirmaram não ter conhecimento particular da vida da delegada.

A audiência contou ainda com o depoimento do segurança particular de Hélio dos Terrenos, na época do suposto atentado, um Policial Militar, do vigilante do Condomínio Heliópolis e de um empresário que reside no condomínio e acionou a polícia, logo após Hélio ter pedido socorro em sua casa. Após ouvir os depoentes, o promotor Daniel de Ataíde pediu vista do processo.

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