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Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que mais de 16 mil novos casos da patologia podem durante o ano de 2018. Os números são alarmantes e chama atenção, sobretudo, para a importância da prevenção. O professor e coordenador do curso de Biomedicina da Faculdade UNINASSAU Caruaru, Auvani Antunes, e o também professor do curso, George Maciel, explicam como a prevenção do Câncer do Colo é importante e quais são os principais fatores de risco.

‘‘Esse tipo de câncer é causado, na maioria das vezes, pela infecção persistente por alguns tipos de HPVs (Papilomavírus Humano), e é o terceiro tipo da doença mais frequente entre as mulheres e o quarto maior responsável pelo número de casos de morte por câncer no Brasil’’, alerta o coordenador. Ele explica ainda que nem todos os tipos de vírus do HPVs causam câncer e que alguns apenas fazem com que a paciente apresente algumas alterações no colo do útero que regridem de maneira espontânea.

Porém, alguns tipos de HPV têm altas chances de progredir para diagnóstico de câncer de colo do útero, estes tipos de vírus são ditos como de alta capacidade oncogênica, ou seja, podem se desenvolver mais rápido. As alterações causadas pelo HPV têm início com pequenas lesões que podem progredir ao câncer, e, além da região de colo do útero, podem ser acometidas também as regiões de vagina, vulva, anal, pênis, orofaringe e boca. Isso acontece devido à alta afinidade do vírus por células epiteliais’’, destaca Auvani Antunes.

O professor George Maciel ressalta que além da própria ação do vírus, existem ainda fatores de risco que aumentam as chances de a mulher ter a patologia.  ‘’A maioria dos estudos apontam que o tabagismo, a má alimentação, os fatores genéticos, o alto número de partos e comportamentos sexuais como múltiplos parceiros, são fatores de risco. Alguns estudos também apontam o anticoncepcional oral como um fator agravante, embora não se tenha um consenso firmado sobre esse dado’’, afirma.

Vacina e prevenção

Em 2014, o Ministério da Saúde adotou a vacina quadrivalente, que protege contra o HPV de baixo e de alto risco. A população-alvo prioritária para receber a vacina HPV em 2018, são meninas na faixa etária de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Esse grupo receberá duas doses da vacina. Já mulheres vivendo com HIV, na faixa etária de 9 a 26 anos, receberão três doses.

“Embora a vacina seja uma nova ferramenta para evitar o câncer de colo do útero, a melhor prevenção ainda é se ter bons hábitos de saúde e realizar o exame de prevenção que possui nomes diversos de acordo com cada região do Brasil, como exame de prevenção, Papanicolau e exame de lâmina. Mas, principalmente, deve-se evitar os fatores de risco já mencionados, principalmente pelo fato de que a vacina criada não previne contra todos os tipos de HPVs. É importante também lembrar que diagnósticos precoces têm bons prognósticos e progressão para cura‘’, alertam os professores entrevistados.

Dados

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer INCA, 2018, aproximadamente 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos 16, 18, ou ambos.

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