Qualificação da Av. Senador Paulo Guerra consta no relatório do TCE como obra paralisada. Reprodução / Google Maps

Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, tem oito obras paralisadas de responsabilidade da Prefeitura Municipal. A informação é de acordo com o relatório anual do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), divulgado na quarta-feira (13).

De acordo com o TCE, as obras paralisadas no município representam um montante de R$ 2.149.699,42 em contrato. Em valor pago, ou seja, que já foi gasto, chega aos R$ 456.428,67. Quantia pode representar prejuízo para os cofres públicos caso as obras não sejam retomadas. O TCE afirma que os atrasos podem resultar em sanções, multas e até rejeição de contas públicas.

Entre as obras paralisadas no município estão a qualificação da Avenida Senador Paulo Guerra, pavimentação asfáltica em diversas ruas, academia de saúde da Rua Rogaciano Ramos, Cohab I, manutenção e reforma de Postos de Saúde e pavimentação em PSD, de acordo com o relatório do TCE.

Obras em andamento

Ainda segundo a planilha, mais quatro obras constam como em andamento, são elas: construção do Parque Ambiental; contratação de empresa de engenharia para executar os serviços de implantação de equipamentos e área de lazer e recreação para crianças e adolescentes; contratação de empresa de engenharia para executar os serviços de pavimentação em paralelepípedos graníticos em diversas ruas e contratação de empresa de engenharia para execução de perfuração de poços artesianos em diversos bairros no município.

Somadas elas representam um valor em contrato de R$ 1.628.640,57. Mais de R$ 617 mil já foram pagos.

Pernambuco

O número de obras paralisadas em Pernambuco quase não mudou de 2017 para 2018, mas o valor dos contratos teve um aumento de pelo menos R$ 1 bilhão nesse período. Foi o que mostrou o mais recente levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), divulgado na quarta-feira (13). Ele aponta um total de 1.548 obras paradas com recursos que chegam a R$ 7,25 bilhões. Em 2017, foram identificadas 1.547 obras estagnadas, com contratos que somavam R$ 6,26 bilhões. No levantamento realizado em 2016 o valor dos contratos estava na ordem de R$ 5,3 bilhões.

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