A Festa das Marocas, principal evento de Belo Jardim, Agreste de Pernambuco, além de grande atrativo cultural sempre representou uma fonte de renda para barraqueiros e ambulantes que aproveitam a festa para ganhar dinheiro vendendo comidas, bebidas e outros artigos típicos de eventos de rua.

Mas a 48ª edição da festa não tem favorecido muito a classe. Entre os comerciantes que vieram vender produtos na Redenção deste ano, tem sido unânime e a reclamação de que as taxas cobradas pelo município para instalar uma barraca estão muito elevados.

Segundo um dos barraqueiros, que pediu para não ser identificado e que conversou com a nossa reportagem, o gasto pode não compensar o ganho com as vendas durante a festa.

“Está muito fora de controle, está muito caro o preço. Aqui o chão está a R$ 100 cada metro, minha barraca tem três metros, e ainda tem R$ 50 da energia, R$ 150 do extintor e R$ 120 da taxa de Bombeiros. E eu ainda gastei R$ 200 para trazer as coisas [mercadorias] da minha barra aqui para Belo Jardim”, conta.

Ainda de acordo com o comerciante, em outros eventos pela região, além de taxa menores, algumas prefeituras, a exemplo da de Sanharó durante o São João deste ano, ajudam os barraqueiros com algumas despesas.

“Lá em Sanharó, nós [barraqueiros] pagamos R$ 100 do chão, independente do tamanho da barraca, e R$ 50 da energia, só. O resto, extintor e taxa de Bombeiros a prefeitura bancou”, afirma.

Como o município encontra-se sem assessores de comunicação e imprensa, a reportagem do BJ1 fez contato pelo telefone fixo da prefeitura, na tentativa de localizar alguém que respondesse pela assessoria e se posicionasse sobre o assunto, mas ninguém foi localizado.

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